Um Médico Como Paciente

Um médico como paciente

A certeza pela medicina fez parte da infância do médico do HNSG Dr. Valdir Lippi Jr. Estudioso, repleto de valores morais inspirados pelos pais, trilhou um caminho de dedicação para alcançar este sonho. O que não imaginava é que precisaria viver a medicina em sua profundidade, antes mesmo de receber seu diploma. Próximo de se formar, foi diagnosticado com Linfoma, um câncer hematológico, passando por todos os anseios e incertezas que acometem inúmeros pacientes. Dr. Valdir, venceu, se formou, especializou-se e está próximo a finalizar residência médica em cardiologia. Hoje, está com um olhar mais atento ao lado humano de seus pacientes. Talvez esta experiência tenha sido uma disciplina a mais, pautada por Deus, para que se tornasse um profissional ainda mais completo.Não deixe de ler abaixo esta emocionante história de superação, especial ao mês dos médicos.

O HNSG na minha vida

Sou Valdir Lippi Jr, 32 anos, médico especialista em clínica médica e residente em cardiologia pelo Hospital Nossa Senhora das Graças. Nasci em Maringá, Paraná, em 31 de maio de 1980. Sou filho de mineiros, de uma cidade próxima ao Rio de Janeiro, meu pai comerciante e minha mãe do lar. Entre alguns princípios ensinados por eles, como honestidade e respeito ao próximo, havia um em que sempre fui cobrado – a dedicação aos estudos. Isso me ajudou muito na minha vida, principalmente, após escolher a minha profissão.

Eu sabia que queria ser médico desde os 11 anos. Sempre que ia à alguma consulta médica ficava admirado com a vocação destes profissionais e a possibilidade que eles tinham de interação com as pessoas visando promover a cura. E eu estava prestes a realizar meu sonho de ser médico, quando a vida me colocou em prova. Em setembro de 2007, véspera da minha formatura em medicina, descobri que estava doente.

Inicialmente, encontrei um pequeno nódulo no pescoço, sem dor. Em 15 dias todo o lado direito desta região havia perdido a forma pelo rápido avanço e crescimento dos linfonodos locais. Eu estava com Linfoma, um câncer hematológico.

No primeiro momento, apesar de estudante de medicina, não pensei que poderia ser um tipo de câncer. A “ficha só caiu” quando recebi a notícia do resultado da biópsia realizado por um cirurgião professor da Faculdade, Dr. Luis Carlos Von Bathen, que me encaminhou prontamente para o acompanhamento do Dr. Ivo Ronchi Jr., dando sequência a todo o tratamento. Neste momento, tive uma imensa sensação de impotência. Eu não havia feito nada que pudesse ter originado a doença e, também, não poderia fazer nada para combatê-la, exceto, confiar minha vida e meus sonhos aos médicos que me cuidaram.

Foi uma fase de muita ansiedade. Havia um tempo de tratamento definido com exames de controle frequentes, cada etapa era extremamente esperada. Sentia medo que de alguma complicação aparecer impedindo de dar sequência ao tratamento. Quando falamos em câncer, ainda temos o estigma de morte ou doença ruim, porém, todos nós nos surpreendemos uma vez que encaramos a doença de frente sem perder a calma, e a alegria de viver. Por várias vezes amigos e vizinhos comentavam: “Nossa, nem parece que está doente”.

O meu apoio foi minha família, minha esposa, que na época era minha noiva, e Deus. Todos sofreram comigo, mas em nenhum momento me deixaram sozinho. Sempre com palavras de apoio, carinho e, quando preciso, consolo. Sem eles teria sido muito mais difícil.

Hoje, dou muito valor a vida, aos pequenos momentos, à importância da família. No lado profissional, como médico, sempre estou atento ao lado humano do paciente fazendo com que percebam que estou junto com eles no tratamento e que podem contar comigo sempre que precisarem. Tenho certeza que é o mínimo que devo oferecer, além, é claro, da excelência técnica, a qual devo sempre buscar com o máximo de dedicação para exercer minha profissão.

Farei de tudo para ter sucesso profissional e pessoal, e para isso, sei que tenho que construir três grandes pilares: dedicação aos meus pais, esposa e filhos; excelência técnica; e sempre tratar o paciente como ser humano, que procura ajuda e deposita no médico o futuro de sua vida.

Minha Mensagem

Para todos aqueles pacientes e famílias que estão passando por situações semelhantes a minha, meu conselho é que tenha fé em Deus, escolha uma equipe médica e acredite nela, viva junto em família. Procure conversar com pessoas que passaram pela mesma situação, isso nos dá muita força e não deixe que a doença atrapalhe sua alegria de viver, este último talvez possa ser o melhor conselho para se chegar ao fim de um tratamento tão pesado e à tão desejada cura.


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